“ O turismo como fenómeno de comunicação, e tão antigo como o próprio Homem. Alguns opinam que se trata de uma remanescência dos tempos do nomadismo e que, precisamente quando o Homem de torna sedentário, nasce o turismo como tal; viajar, não por obrigação, mas por curiosidade ou por desejo de distracção. Desde tempos muito antigos que o Homem deu mostras de grande afeição pelas viagens. (…) Contudo, é nos nossos dias, sob o signo do desenvolvimento social, que o turismo se converte em fenómeno de massas. “
(Grande Dicionário Enciclopédico, Edições S.A.P.E., XV, pág.6161)
Como nos apercebemos, não existe uma definição única acerca do turismo. No entanto, podemos considerar o turismo como um conjunto de relações e fenómenos provocados pela deslocação e permanência de pessoas fora do local de residência.
(Association Internacionale des Experts Scientifiques du Tourisme)
Factores que favorecem o turismo
Podemos referir algumas das causas que favorecem actividade e deslocação turística, tais como causas de ordem:
- Psicológica: quando existe uma tendência para a evasão do ambiente quotidiano, por exemplo;
- Sociológica: como a possibilidade de dispor mais tempo livre;
- Económica: como o desejo pelo comércio turístico, vendo aumentada ao máximo a procura dos seus bens e serviços.
Importância do turismo
Assim, o turismo constitui um dos mais importantes sectores da actividade económica de determinados países contribuindo, desta maneira, para a criação de riqueza e melhoria do bem-estar dos cidadãos. O turismo exerce uma influência notória sobre vários aspectos da vida da população, aumentando a fraternidade, promovendo a paz e a justiça internacionais, proporciona uma fonte de entrada de divisas para o país visitado, impulsiona a melhoria dos transportes e meios de comunicação.
Todavia, o turismo é considerado como uma das maiores indústrias no cenário global. Actualmente, existe uma tendência no mundo de entender o turismo como uma nova visão de desenvolvimento que incide, principalmente, na busca das potencialidades locais, com estudos internos à região, capazes de transformar os impulsos internos da mesma num crescimento da economia para toda a sociedade:
- Favorece a criação e produção de emprego;
- Estimula o investimento e inovação;
- Promove o desenvolvimento de infra-estruturas colectivas;
- Favorece a preservação do ambiente;
- Promove a recuperação do património histórico-cultural.
A actividade turística desempenha um papel fundamental no contexto social. O papel do Estado referente a esse sector é o de criar condições para que este se desenvolva, se torne cada vez mais próspero, acompanhando a sua evolução.
Em suma, o turismo e desenvolvimento fazem parte de um mesmo processo, contando com uma série de recursos para o alcance do crescimento económico, com os benefícios para os turistas e, também, uma região receptora.
Tipos de turismo
A identificação dos tipos de turismo resulta das motivações e das intenções dos viajantes, podendo seleccionar-se uma enorme variedade, dada a grande diversidade dos motivos que levam as pessoas a viajar. Assim, de entre alguns tipos de turismo podemos referir os mais importantes:
- Turismo de repouso
Esta deslocação é originada por quem pretende obter um relaxamento físico e mental, recuperar fisicamente dos desgastes provocados pelo «stress», ou pelos desequilíbrios físicos e psicológicos provocados pelo dia a dia. O turismo surge como um factor de recuperação física e mental e procurando-se os locais calmos, o contacto com a natureza, ou os locais onde tenham acesso à prestação de cuidados físicos.
Constituem um importante segmento de mercado, principalmente originário dos grandes centros urbanos, que não desdenha a animação, os desportos e a recreação.
- Turismo cultural
Estes movimentos são provocados pelo desejo de ver coisas novas, de aumentar os conhecimentos, de conhecer os hábitos doutras populações, civilizações e culturas diferentes, de participar em manifestações artísticas ou, ainda, por motivos religiosos. Os centros culturais, os grandes museus, os locais onde se desenvolveram no passado as grandes civilização do mundo, os monumentos, os grandes centros de peregrinação ou os fenómenos naturais ou geográficos constituem a preferência destes turistas.
- Turismo desportivo
No primeiro caso, o objectivo da viagem é o de assistir às manifestações desportivas como os jogos olímpicos, os campeonatos de futebol, os jogos de inverno. No segundo, o objectivo centra-se nas práticas de actividades desportivas como a caça, a pesca, os desportos náuticos, o alpinismo, o ski, o ténis, o golfe, etc. As modernas tendências da procura, em que a preferência pelas férias activas assume uma importância cada vez maior, obrigam a que qualquer centro turístico deva ser equipado com os meios mais apropriados à prática dos desportos.
-Turismo de negócios
As profissões e os negócios têm como consequência movimentos turísticos importantes e de grande significado económico, hoje extraordinariamente desenvolvido pelo crescente grau de internacionalização das economias e das empresas, pelo aumento das reuniões científicas e pela proliferação de manifestações de divulgação de produtos, como as feiras e as exposições. Do mesmo modo, constituem ocasiões para viajar as visitas aos grandes complexos industriais ou técnicos, bem como a participação em congressos. Este tipo de turismo assume um elevado significado para os locais ou países visitados na medida em que, regra geral, as viagens são organizadas fora das épocas de férias.
-Turismo político
A participação em acontecimentos ou reuniões políticas provocam uma movimentação significativa de pessoas, quer se trate de ocasiões esporádicas, quer de reuniões ou acontecimentos regulares. Tem características e efeitos semelhantes ao turismo de negócios e exige ainda condições idênticas, necessariamente acrescidas de uma organização mais cuidada por razões diplomáticas e de segurança.
Para além destes tipos de turismo, ainda podemos acrescentar outros como o turismo de saúde, religioso, étnico e de carácter social.
O turismo em Portugal e no mundo
As estatísticas indicam que os três maiores pólos receptivos de turistas serão a Europa (717 milhões), Ásia do Leste e Pacífico (397 milhões) e as Américas (282 milhões), seguidos pela África, Oriente Médio e pela Ásia do Sul. Projecta-se para 2020 que na Ásia de Leste e Pacífico, no Médio Oriente, Ásia do Sul e na África, haverá um crescimento nas chegadas de turistas em torno de 5%, índice acima da média de crescimento do turismo mundial, de 4,1%. As regiões mais maduras, como a Europa e as Américas, demonstraram taxas de crescimento mais baixas que a média mundial, especialmente porque as bases de comparação são elevadas. Somente no ano de 2007, a OMT contabilizou um fluxo de turistas internacionais da ordem de 900 milhões, com crescimento de 6% em relação ao ano de 2006.
A estadia média nos estabelecimentos hoteleiros portugueses reduziu se ligeiramente nos oito primeiros meses do ano em curso, para 2,9 noites.
Para contrariar a crise da procura, os estabelecimentos hoteleiros desceram em média os seus preços, o que explica uma descida nas receitas mais acentuada do que a quebra nas dormidas.
De acordo com o INE, nos dois primeiros quadrimestres de 2009 os proveitos totais da hotelaria baixaram 10,5% e as receitas de aposento caíram 10,1%.
Em consequência desta evolução, quer das dormidas, quer dos preços praticados, a receita média obtida por aposento caiu 14,4% nos oito primeiros meses, para 28,60 euros por quarto.
A Madeira foi a região mais afectada pela queda na procura turística, com uma redução de 11,4% no número de dormidas nos oito primeiros meses, seguindo-se o Algarve (menos 8,8%) e Lisboa (menos 7,0%). Pelo contrário, as dormidas em estabelecimentos hoteleiros do Alentejo cresceram 12,1% nos dois primeiros quadrimestres, embora aquela região tenha um peso reduzido na procura (3,2%).
O mercado britânico, o mais importante para o turismo português, regista uma quebra de 22,8% nas dormidas da hotelaria nos oito primeiros meses do ano, a mais grave entre os principais mercados emissores.
Para além da expressão da crise económica no Reino Unido, aquela redução é, em grande medida, explicada pelo enfraquecimento da libra face ao euro, que tornou Portugal um destino mais caro para os ingleses. As dormidas de irlandeses caíram 15,4% nos oito primeiros meses, as de italianos baixaram 14,0%, as de alemães desceram 9,4% e as de holandeses reduziram-se 8,6%. Pelo contrário, no período em análise as dormidas de franceses cresceram 1,2% e as de residentes em Espanha, segundo maior mercado emissor a par com a Alemanha, aumentaram 0,5%.
O aumento das dormidas de espanhóis, onde a crise económica bate muito forte, será provavelmente explicado pelo facto de muitos espanhóis terem optado por um destino turístico estrangeiro mais próximo e mais barato do que outras alternativas.
No conjunto do ano de 2009 é de prever uma evolução bastante negativa da procura turística e a recente tendência de valorização do euro face ao dólar e à libra esterlina poderá prejudicar fortemente a procura de Portugal por britânicos, que têm um grande peso na procura do Algarve na época média/baixa.
Turismo: um pouco de história
“ O turismo como fenómeno de comunicação, e tão antigo como o próprio Homem. Alguns opinam que se trata de uma remanescência dos tempos do nomadismo e que, precisamente quando o Homem de torna sedentário, nasce o turismo como tal; viajar, não por obrigação, mas por curiosidade ou por desejo de distracção. Desde tempos muito antigos que o Homem deu mostras de grande afeição pelas viagens. (…) Contudo, é nos nossos dias, sob o signo do desenvolvimento social, que o turismo se converte em fenómeno de massas. “
(Grande Dicionário Enciclopédico, Edições S.A.P.E., XV, pág.6161)
Como nos apercebemos, não existe uma definição única acerca do turismo. No entanto, podemos considerar o turismo como um conjunto de relações e fenómenos provocados pela deslocação e permanência de pessoas fora do local de residência.
(Association Internacionale des Experts Scientifiques du Tourisme)
Factores que favorecem o turismoPodemos referir algumas das causas que favorecem actividade e deslocação turística, tais como causas de ordem:
- Psicológica: quando existe uma tendência para a evasão do ambiente quotidiano, por exemplo;
- Sociológica: como a possibilidade de dispor mais tempo livre;
- Económica: como o desejo pelo comércio turístico, vendo aumentada ao máximo a procura dos seus bens e serviços.
Importância do turismo
Assim, o turismo constitui um dos mais importantes sectores da actividade económica de determinados países contribuindo, desta maneira, para a criação de riqueza e melhoria do bem-estar dos cidadãos. O turismo exerce uma influência notória sobre vários aspectos da vida da população, aumentando a fraternidade, promovendo a paz e a justiça internacionais, proporciona uma fonte de entrada de divisas para o país visitado, impulsiona a melhoria dos transportes e meios de comunicação.Todavia, o turismo é considerado como uma das maiores indústrias no cenário global. Actualmente, existe uma tendência no mundo de entender o turismo como uma nova visão de desenvolvimento que incide, principalmente, na busca das potencialidades locais, com estudos internos à região, capazes de transformar os impulsos internos da mesma num crescimento da economia para toda a sociedade:
- Favorece a criação e produção de emprego;
- Estimula o investimento e inovação;
- Promove o desenvolvimento de infra-estruturas colectivas;
- Favorece a preservação do ambiente;
- Promove a recuperação do património histórico-cultural.
A actividade turística desempenha um papel fundamental no contexto social. O papel do Estado referente a esse sector é o de criar condições para que este se desenvolva, se torne cada vez mais próspero, acompanhando a sua evolução.
Em suma, o turismo e desenvolvimento fazem parte de um mesmo processo, contando com uma série de recursos para o alcance do crescimento económico, com os benefícios para os turistas e, também, uma região receptora.
Tipos de turismo
A identificação dos tipos de turismo resulta das motivações e das intenções dos viajantes, podendo seleccionar-se uma enorme variedade, dada a grande diversidade dos motivos que levam as pessoas a viajar. Assim, de entre alguns tipos de turismo podemos referir os mais importantes:
- Turismo de repouso
Esta deslocação é originada por quem pretende obter um relaxamento físico e mental, recuperar fisicamente dos desgastes provocados pelo «stress», ou pelos desequilíbrios físicos e psicológicos provocados pelo dia a dia. O turismo surge como um factor de recuperação física e mental e procurando-se os locais calmos, o contacto com a natureza, ou os locais onde tenham acesso à prestação de cuidados físicos.
Constituem um importante segmento de mercado, principalmente originário dos grandes centros urbanos, que não desdenha a animação, os desportos e a recreação.
- Turismo cultural
Estes movimentos são provocados pelo desejo de ver coisas novas, de aumentar os conhecimentos, de conhecer os hábitos doutras populações, civilizações e culturas diferentes, de participar em manifestações artísticas ou, ainda, por motivos religiosos. Os centros culturais, os grandes museus, os locais onde se desenvolveram no passado as grandes civilização do mundo, os monumentos, os grandes centros de peregrinação ou os fenómenos naturais ou geográficos constituem a preferência destes turistas.
- Turismo desportivo
No primeiro caso, o objectivo da viagem é o de assistir às manifestações desportivas como os jogos olímpicos, os campeonatos de futebol, os jogos de inverno. No segundo, o objectivo centra-se nas práticas de actividades desportivas como a caça, a pesca, os desportos náuticos, o alpinismo, o ski, o ténis, o golfe, etc. As modernas tendências da procura, em que a preferência pelas férias activas assume uma importância cada vez maior, obrigam a que qualquer centro turístico deva ser equipado com os meios mais apropriados à prática dos desportos.
-Turismo de negócios
As profissões e os negócios têm como consequência movimentos turísticos importantes e de grande significado económico, hoje extraordinariamente desenvolvido pelo crescente grau de internacionalização das economias e das empresas, pelo aumento das reuniões científicas e pela proliferação de manifestações de divulgação de produtos, como as feiras e as exposições. Do mesmo modo, constituem ocasiões para viajar as visitas aos grandes complexos industriais ou técnicos, bem como a participação em congressos. Este tipo de turismo assume um elevado significado para os locais ou países visitados na medida em que, regra geral, as viagens são organizadas fora das épocas de férias.
-Turismo político
A participação em acontecimentos ou reuniões políticas provocam uma movimentação significativa de pessoas, quer se trate de ocasiões esporádicas, quer de reuniões ou acontecimentos regulares. Tem características e efeitos semelhantes ao turismo de negócios e exige ainda condições idênticas, necessariamente acrescidas de uma organização mais cuidada por razões diplomáticas e de segurança.
Para além destes tipos de turismo, ainda podemos acrescentar outros como o turismo de saúde, religioso, étnico e de carácter social.
O turismo em Portugal e no mundo
As estatísticas indicam que os três maiores pólos receptivos de turistas serão a Europa (717 milhões), Ásia do Leste e Pacífico (397 milhões) e as Américas (282 milhões), seguidos pela África, Oriente Médio e pela Ásia do Sul. Projecta-se para 2020 que na Ásia de Leste e Pacífico, no Médio Oriente, Ásia do Sul e na África, haverá um crescimento nas chegadas de turistas em torno de 5%, índice acima da média de crescimento do turismo mundial, de 4,1%. As regiões mais maduras, como a Europa e as Américas, demonstraram taxas de crescimento mais baixas que a média mundial, especialmente porque as bases de comparação são elevadas. Somente no ano de 2007, a OMT contabilizou um fluxo de turistas internacionais da ordem de 900 milhões, com crescimento de 6% em relação ao ano de 2006.
A estadia média nos estabelecimentos hoteleiros portugueses reduziu se ligeiramente nos oito primeiros meses do ano em curso, para 2,9 noites.
Para contrariar a crise da procura, os estabelecimentos hoteleiros desceram em média os seus preços, o que explica uma descida nas receitas mais acentuada do que a quebra nas dormidas.De acordo com o INE, nos dois primeiros quadrimestres de 2009 os proveitos totais da hotelaria baixaram 10,5% e as receitas de aposento caíram 10,1%.
Em consequência desta evolução, quer das dormidas, quer dos preços praticados, a receita média obtida por aposento caiu 14,4% nos oito primeiros meses, para 28,60 euros por quarto.
A Madeira foi a região mais afectada pela queda na procura turística, com uma redução de 11,4% no número de dormidas nos oito primeiros meses, seguindo-se o Algarve (menos 8,8%) e Lisboa (menos 7,0%). Pelo contrário, as dormidas em estabelecimentos hoteleiros do Alentejo cresceram 12,1% nos dois primeiros quadrimestres, embora aquela região tenha um peso reduzido na procura (3,2%).
O mercado britânico, o mais importante para o turismo português, regista uma quebra de 22,8% nas dormidas da hotelaria nos oito primeiros meses do ano, a mais grave entre os principais mercados emissores.
Para além da expressão da crise económica no Reino Unido, aquela redução é, em grande medida, explicada pelo enfraquecimento da libra face ao euro, que tornou Portugal um destino mais caro para os ingleses. As dormidas de irlandeses caíram 15,4% nos oito primeiros meses, as de italianos baixaram 14,0%, as de alemães desceram 9,4% e as de holandeses reduziram-se 8,6%. Pelo contrário, no período em análise as dormidas de franceses cresceram 1,2% e as de residentes em Espanha, segundo maior mercado emissor a par com a Alemanha, aumentaram 0,5%.
O aumento das dormidas de espanhóis, onde a crise económica bate muito forte, será provavelmente explicado pelo facto de muitos espanhóis terem optado por um destino turístico estrangeiro mais próximo e mais barato do que outras alternativas.
No conjunto do ano de 2009 é de prever uma evolução bastante negativa da procura turística e a recente tendência de valorização do euro face ao dólar e à libra esterlina poderá prejudicar fortemente a procura de Portugal por britânicos, que têm um grande peso na procura do Algarve na época média/baixa.
Fontes:
http://www.cafeportugal.net/pages/noticias_artigo.aspx?id=1297
http://www.shrbs-rs.org.br /index.php?pagina=dicas_negocio_detalhe&id=31
http://www.turismodeportugal.pt/Portugu%C3%AAs/conhecimento/estudoseestatisticas/Pages/Resultados%20do%20Turismo.aspx
http://pt.oboulo.com/turismo-20137.html
Todos os dados foram retirados das fontes acima referidas, nos dias 30 e 31 de Dezembro de 2009.
Alexandra Alves Taveira Pereira N.º34144